sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PRINCIPEZINHO

Um pouco de paz nos meus braços vazios e pendentes. Um pouco de
esperança no meu regaço enrugado.
Sinto o peso do tempo e contudo sou criança. Só me apetece sonhar e brincar. Só sinto que o mundo é esta bola gigantesca e tão pequena. Piso uma ponta da cauda do cometa que me invento.
Voo para a ramagem de uma árvore longínqua. E nunca saio do meu quintal.
Só desejo ser amiga desta loucura. Só desejo que ela me compreenda.

4 comentários:

  1. Gosto de ler-te assim, com esperança nas palavras, com magia e fantasia.
    Teu talento apontado nesta direcção é algo que sabe sempre bem e que deveria acontecer todos os dias.

    Bjs
    Anderson.

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  2. Já sei que não gostas dos meus textos "tristes". Nem quando a tristeza é feliz...
    Fiquei contente que tenhas gostado deste!
    Gostaste do título? ;)
    Beijinho

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  3. Perdoa-me não comentar, mas o poeta fala melhor que eu.

    "Depus a máscara e vi-me ao espelho.
    Era a criança de há quantos anos.
    Não tinha mudado nada…
    É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
    É-se sempre a criança,
    O passado que foi
    A criança.
    Depus a máscara, e tornei a pô-la.
    Assim é melhor,
    Assim sem a máscara.
    E volto à personalidade como a um términus de linha."

    Fernando Pessoa - Depus a máscara

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  4. O poeta fala, de facto, muito bem. Obrigada Amiga. Quem me dá Pessoa... beijinhos

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